Repaginando o Lar
Data: 2013-05-31
Dar aquela repaginada no lar nem sempre é tarefa fácil. Muitas vezes, as pessoas querem dar uma nova roupagem ao ambiente, mas não conseguem se desfazer de antigos objetos. Nesses casos, o ideal é contar com ajuda profissional para praticar o desapego e deixar que novos objetos deem vida à velha casa, transformando-a em nova.
Arquitetos nos contam como fazem as escolha dos objetos que podem permanecer no novo décor e daqueles que devem ser excluídos. “Primeiramente, faço o layout para descobrir quais móveis do cliente encaixam no novo espaço. Depois, tento descobrir se existe alguma peça que ele não abre mão e investigo o porquê deste apego, para analisar se será possível mudar o acabamento ou cor deste móvel, por exemplo, para encaixar no estilo do projeto. Analiso ainda se existe alguma peça com valor, peças de antiguidade, ou cadeiras de design que valem a pena serem reformados”.
Para outra arquiteta, quando o espaço é pequeno é necessário uma avaliação técnica do layout, priorizando as áreas de circulação, assim, muitas vezes, é necessário praticar, e muito, o desapego, deixando de lado objetos e móveis antigos. “Nesses casos, é preciso ser mais pragmático. Ainda que se privilegie o aproveitamento máximo do acervo, se o espaço é pequeno não tem jeito, deve-se abrir mão de itens antigos”, avalia.
As profissionais revelam quais peças normalmente são mais reaproveitadas. “Na maioria das vezes, é mais fácil aproveitar peças soltas, como poltronas, aparadores, cadeiras, pufes, mesas de apoio ou centro. Esses elementos cabem em qualquer cantinho”. Estela acrescenta: “É interessante dar prioridade para objetos que estão em melhor estado de conservação ou que possuam valor mais alto, como antiguidades, peças de arte e de design”.
Os itens reaproveitados, às vezes, precisam passar por manutenção, mas geralmente não são grandes reparos. Em poltronas e sofás, é ideal que se troque o tecido. Móveis de madeira também podem receber acabamento de laca ou revestimento de couro. Polir, lixar ou customizar pode aumentar a vida útil do objeto e ainda dar um up.
Para os mais apegados, que não aceitam abrir mão de quase nada, há uma boa notícia também: é possível reaproveitar quase tudo, mas, claro, depende do espaço e da proposta do novo ambiente. Alguns arquitetos conseguem reaproveitar todos os móveis de uma casa e lançá-los em espaços diferentes da casa nova do cliente.
Fonte:
http://www.obra24horas.com.br/materias